The Lord of the Rings: Conquest
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The Lord of the Rings: RPG Conquest 2


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 Floresta Velha

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Tom Bombadil

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MensagemAssunto: Floresta Velha   Sex Jan 22, 2010 2:48 pm

Situada entre a Terra dos Buques e as Colinas dos Túmulos, é um dos últimos remanescentes das grandes florestas que se estendiam desde Eriador até a Floresta das Trevas. Nela ainda vive o velho Salgueiro-homem e talvez alguns outros Huorns.

Está é a Floresta mais antiga do Mundo, sendo quase tão velha quanto Fangorn, nela vive o Mais Velho e Sem Pai, Tom Bombadil, guardião da Floresta e da Terra dos Buques, dizem que o Poder do Velho Tom se ia por toda Quarta Leste até mais além, pegando todas as Quartas, sendo ele um dos que prestou abrigo a muitas pessoas em tempos de Guerra. E é dito que o Velho Tom estava ali quando os Elfos vieram de Beleriand e como ele mesmo disse sobre si mesmo :


"-.... Vejam bem, meus amigos: Tom Bombadil já estava aqui antes do rio e das árvore; Tom se lembra da primeira gota de chuva e do primeiro broto de árvore. Fez trilhas das pessoas grandes, e viu o povo pequeno chegando. Já estava aqui antes dos Reis e dos túmulos das Criaturas Tumulares. Quando os elfos passaram pra o Oeste, Tom já estava, antes de os mares serem encurvados. Conheceu o escuro sob as estrelas quando não havia medo - antes de o Senhor do Escuro chegar de Fora. "


Última edição por Tom Bombadil em Qua Fev 03, 2010 5:31 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Sex Jan 22, 2010 3:00 pm

Dûr liderando Dez Anões, com uma carroça cheia de provimentos e dinheiro, foram rumo ao Condado. E assim dentro da Floresta Velha, eles passavam lentamente e cuidadosos, em um local realmente antigo! Com árvores que aparentavam ser mais velhas que todos os anos daqueles anões juntos! Em um local sombrio e escuro, um pedaço do velho mundo de fato.

E lá dentro ouviam sons das árvores, seus troncos rangendo, os juncos e animais, quando cruzaram por um enorme velho Salgueiro escuro, Dûr e os demais sentiram um frio terrível subir pela espinha! E apenas uma cantoria foi ouvida na floresta vindo em sua direção :


"- O velho Tom Bombadil é mesmo um bom camarada;
Azul-claro é sua jaqueta e sua bota é amarelada.
Ninguém jamais o apanha porque Tom é mais sabido;
Sua canção tem mais poder e seu pé é mais rápido."


E o estranho homem que se parecia com um anão mais alto, menor que um homem, e mais alto que um Hobbit, se aproximou com seu chapéu na cabeça, sua jaqueta azul-clara e lhes disse com seu sorriso largo e amistoso :

- Boa Tarde! O que fazem por aqui jovens mestres Anões ?

(Dûr)- Jovens ? Estamos de passagem rumo ao Condado, e você Jovem Homem ?

- Homem ? Oh não, Tom não é Homem, e tão longe é Jovem. Mas vejam é só seguirem pela trilha por entre essas árvores e chegarão na Terra dos Buques, lar dos Pequeno e mais para frente no Condado, claro. E... querem ouvir uma história ?

- Pois diga.

- Sentem-se.

Os Anões por fim se sentaram no chão da floresta e Tom em cima do galho de uma árvore começou a falar, contou-lhes então muitas histórias notáveis, ás vezes quase como se as estivesse cantando para si mesmo, outras vezes olhando-os de repente com um brilho azul no olhar, debaixo das grossas sombrancelha. Frequentemente sua voz virava uma canção, e ele saltava do galho de árvore para dançar pela clareira.

Contou-lhes histórias de abelhas e flores, do jeito de ser das árvores e das estranhas criaturas da Floresta, sobre coisas más e coisas boas, coisas antigas e hostis, coisas cruéis e gentis, e sobre segredos escondidos sob os arbustos espinhosos.

Conforme escutavam, os Anões passaram a entender a vida da Floresta, separada deles; na realidade, até começavam a se sentir estranhos, num lugar onde todos os outros elementos estavam em casa. Entrando e saindo da conversa, sempre estava o Velho Salgueiro-Homem, e Dûr pôde aprender o suficiente para satisfazer sua curiosidade, na verdade mais do que o suficiene, pois o assunto não era fácil, qualquer que fosse ele. As palavras de Tom desnudavam o coração e o pensamento das árvores, que sempre eram obscuros e estranhos, cheios de um ódio pela coisas que circulavam livres sobre a terra, roendo, mordendo, quebrando, cortando, queimando : destruidores e usurpadores. A Floresta Velha não tinha esse nome sem motivo, pois era realmente antiga, sobrevivente de florestas vastas já esquecidas; e nela ainda viviam com a idade das próprias colinas, os pais dos pais das árvores, relembrando o tempo em que eram senhores. Os anos incontáveis tinham-nos enchido de orgulho e sabedoria arraigada, e também de malícia. Mas nenhum deles era mais perigoso que o Grande Salgueiro: este tinha o coração apodrecido, mas a força ainda era verde, era habilidoso, senhor dos ventos, e sua canção e pensamento corriam a floresta dos dois lados do rio.

Seu sedento espírio cinza retirou da terra o poder, que se espalhou como raízes finas no solo, e invisiveis dedos-ramos no ar, chegand a dominar quase todas as árvores da floresta, da Cerca até as Colinas.

De repente a conversa de Tom abandonou a floresta e foi pulando, subindo pelo jovem córrego, sobre cascatas borbulhantes, sobre seixos e pedras gastas, e por entre pequenas flores no capim fechado e gretas molhadas, vagando finalmente até as Colinas. Ouviram então sobre os Grandes Túmulos e os morros verdes e os anéis de pedra sobre as colinas e nas baixadas entre as colinas. Rebanhos de ovelhas baliam. Paredes verdes e brancas se ergueram. Havia fortalezas nas alturas. Reis de pequeno reinados lutaram entre si, e o Sol jovem brilhavam como fogo no Metal vermelho de suas espadas novas e gananciosas.

Houve vitória e derrota; torres caíram, fortalezas foram queimadas, e as chamas subiram pelo céu. Empilhou-se ouro nos ataúdes dos reis e rainhas mortos; e a terra os cobriu, e as portas de pedra se fecharam. o capim cresceu e cobriu tudo. Por um tempo, as ovelhas circularam, comendo o capim, mas logo as colinas estavam de novo desertas. Uma sombra veio de lugares distantes e escuros, e os ossos se mexeram dentro dos túmulos. Criaturas Tumulares andavam pelas cavidades com um tilintar de anéis em edos frios e correntes de ouro ao vento. Os anéis de pedra sorriam ao chão como dente quebrados ao luar.

Os Anões tremeram. Até em Moria, os rumores sobre as Criaturas Tumulares das Colinas dos Túmulos além da Floresta já tinham sido ouvidos. Mas essa história nenhum Anão, ou Hobbit gostava de escutar, mesmo em seus salões na Montanha, ou em sua toca confortável. Esses 11 Anões de repente lembraram-se das coisas que a alegria de seus lares haviam sido afastadas de sua mente, e então voltaram com o pensamento a voz do Ser, e após perderem o fio da história, e se agitarem inquietos, olharam uns para os outros.

Quando voltaram a acompanhar as palavras de Tom, perceberam que ele tinha enveredado por estranhas regiões além de suas memórias e de seu pensamento consciente, para tempos em que o mundo era mais vasto, e os mares fluíam direto para a Praia do Ocidente; Tom ainda se movia de um lado para o outro, cantando luzes de estrelas antigas, de uma época em que apenas os ancestrais dos elfos estavam acordados. Uma época mais velha que os Patriarcas Ancestrais dos Anões e Homens, então, de repente, parou, e eles viram que sua cabeça caía, como se estivesse adormecendo. Os Anões continuaram quietos diante dele, encantados; parecia que, como se sob o encanto de suas palavras, o vento tivesse ido embora e as nuvens tivessem secado, o dia se retirava, com a escuridão vinda do leste e do oeste, e todo o céu ficou repleto da luz de estrelas brancas.

Dûr não sabia dizer se havia passado ali a manhã e a tarde de um dia ou de muitos dias. Não se sentia faminto ou cansado, apenas maravilhado. As estrelas brilhavam através da janela e o silêncio do céu parecia estar por toda a sua volta. Finalmente falou, saindo de seu encantamento, com um medo repentino daquele silêncio.


- Quem é você ?

- O quê ? Ainda não sabe meu nome? Está é a única resposta. Diga-me, quem é você, sozinho e sem nome? Mas você é jovem e eu sou velho. Mais ancião, é o que sou. Vejam bem, meus amigos: Tom Bombadil já estava aqui antes do rio e das árvore; Tom se lembra da primeira gota de chuva e do primeiro broto de árvore. Fez trilhas das pessoas grandes, e viu o povo pequeno chegando. Já estava aqui antes dos Reis e dos túmulos das Criaturas Tumulares. Quando os elfos passaram pra o Oeste, Tom já estava, antes de os mares serem encurvados. Conheceu o escuro sob as estrelas quando não havia medo - antes de o Senhor do Escuro chegar de Fora.

Os Anões ao ouvirem a resposta do Velho Homem, manteram um enorme pavor aos seus rosto, e Dûr foi o primeiro a gritar, e logo os Anões saíram correndo gritando pelo bosque, puxando suas carroças rumo ao Condado.
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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Ter Fev 09, 2010 10:35 am

O velho Tom Bombadil era mesmo um tipo alegre:
sua jaqueta era azul e as botas amarelas;
verde a faixa, de boa pele os calções;
no chapéu pontiagudo, punha de cisne uma pena.
Vivia lá pra colina donde corre, por sinal,
o rio Withywindle da sua fonte pro vale.

No estio, o velho Tom passeava pelos prados,
a colher flores silvestres, a correr atrás das sombras,
a apanhar os abelhões nas doces flores pousados
ou sentado à beira d’água, pelas covas e pelas lombas.

A sua barba comprida parece a água beber;
vem de lá a Baga d’Ouro, filha do Rio-mulher;
puxa Tom pelos cabelos: vai-se no lodo rojar,
por sob os lírios brancos, o pobre a gorgolejar.

“Ei, Tom Bombadil! Pra onde vais?”, pergunto eu.
Disse a fada Baga d’Ouro: “Com as bolhinhas que fazes
assustas os meus peixinhos e o mergulhão, lá no céu;
e molhas – olha que pena! – a pena do teu chapéu.”

Para seres linda menina, traz-ma cá,
diz Bombadil. Não m’interessa vadiar.
Mergulha! Vai lá pras sombras onde o sol não chegará,
sob a raiz dos salgueiros, linda dona, dormitar!
Pra casa da sua mãe, lá bem do fundo do rio,
nadou bela Baga d’Ouro; mas Tom não a seguiu:
sobre a bela sombra dos salgueiros assentou-se no chão mol’, secando a pena molhada e as suas botas ao sol.

Acordou Homem-salgueiro, começou o seu cantar,
e pôs o Tom a dormir com seu canto de embalar;
numa fenda o apertou: taque! E logo a fechou;
preso ficou Bombadil e a pena de enfeitar.

“Ah, Tom Bombadil, em que estás tu a pensar,
a espreitar pra minha árvore pra a beber me observar;
e com essa tua pena coceguinhas me fazer;
a pingar pra minha cara como se fora a chover?”

“Deixa-me lá ir embora, ó velho Homem-salgueiro!
Sinto-me mal instalado, nem sequer há travesseiro
nestas raízes torcidas. Vai beber do rio frio!
E vai dormir o teu sono como faz Filha-do-rio!”

Homem-salgueiro o soltou, quando ouviu assim falar;
e a casa de pau fechou, a ranger, a resmungar,
dentro da árvore a murmurar. Do salgueiro Tom saiu
e ao longo do rio subiu. Na orla da floresta
se sentou e pôs à escuta das avezinhas em festa.
As borboletas voavam, brincando no azul do céu,
até que as nuvens vieram e o Sol desapareceu.

Então, o Tom correu, que já a chuva caía,
pondo aneizinhos na água, enquanto o rio corria;
pingaram gotas das folhas com o vento que soprou;
pra um abrigo improvisado o velho Tom saltou.

Sai de lá amigo texugo, que a visita não esperava,
com seus olhinhos piscos; por baixo a terra minava
com a mulher e os seis putos. Pelo casaco o agarraram
e lá pro fundo dos túneis a bem ou mal o levaram.

Na sua casa secreta, resmungando se sentaram:
Com que então, seu Bombadil, assim se entra aos trambolhões,
forçando a porta da frente da casa dos texugões?
O pior é pra sair, pois nunca o conseguirás do lugar onde te levaram.

“Pois, meu velho texugão, mostra-me a porta do ninho,
que já tenho pouco tempo para me pôr a caminho.
Mostra-me a porta traseira pelas roseiras enfeitada;
depois, limpa-me essas patas e o nariz à petizada.
E volta para a palha do teu travesseiro,
como a bela Baga d’Ouro e o velho Homem-salgueiro!”

“Então”, diz a família texugo, “só tens que nos perdoar!”
E pelo seu jardim de espinhos o tornou a acompanhar.
Logo voltou a esconder-se, toda ela a tremelicar,
tapando todas as portas com terra que foi juntar.

A chuva tinha passado. O céu de novo luzia
e, a caminho da casa, o velho Tom já ria.
Tirando a chave do bolso, abre a porta para entrar,
e à volta da lamparina vê as traças a bailar.
Pela janela vê estrelas no céu a pestanejar
e a esguia lua nova para oeste a navegar.

Agora a noite caiu, Tom a candeia acendeu;
subiu as escadas rangentes e uma volta à chave deu.
“Olá, Tom Bombadil, vê que a noite aproveitei;
estou aqui atrás da porta, até que enfim te apanhei.
Sou o espírito do monte que anda, enfim, aqui à solta,
e vivo lá na colina cum anel de pedras à volta.
Pra debaixo da terra te vai levar
E frio e pálido te há-de tornar!”

“Sai daqui! Fecha essa porta, nunca mais te quero ver!
Os teus olhos deitam lume, o teu riso faz tremer!
Vai lá pro teu monte verde, cuma pedra por travesseiro,
e encosta a tua cabeça como o velho Homem-salgueiro;
como a jovem Baga d’Ouro e os texugos na lura!
Volta pro ouro enterrado e pra dor que não perdura!”

Lá fugiu o Homem-sombra pela janela saltando,
pelo pátio, por sobre o muro, como uma nuvem voando;
sobe a colina gemendo para o seu anel de pedras
e chocalhando os seus ossos por baixo do monte de ervas.

Velho Tom Bombadil encostou-se ao travesseiro,
mais doce eu Baga d’Ouro, mais calmo do que o Salgueiro;
mais fofo do que os texugos lá na sua terra mole,
dormiu como um pedregulho, ressonando como um fole.

Acordou à luz do dia como um melro assobiar
e cantou pra doce brisa: “Quem é que me quer amar?”
Sacudiu as botas altas, casaco, pena e chapéu;
depois abriu a janela, olhou o azul do céu.

Velho Tom Bombadil era um tipo bem taful;
tinha botas amarelas, o seu casaco azul.
Pelo vale ou pelas terras altas jamais alguém Tom viu.
Nem p’los trilhos da floresta ou pela margem do rio.
Nem num barco sobre a água que beija as margens da ilha.
Porém, um dia saiu e apanhou do rio a filha;
toda de verde vestida, entre os juncos se sentava,
enquanto pros passarinho velhas baladas cantava.

Apertou-a nos seus braços! Os ratos-d’água fugiam;
piavam garças reais e dois corações batiam.
Disse Tom Bombadil: “Aqui está a minha beleza,
que vai comigo pra casa, pois até está posta a mesa:
pão alvo, favo de mel, manteiga, nata amarela,
rosas que nascem cá fora e espreitam pela janela.
Vem comigo pra colina, deixa a tua mãe falar;
lá no charco onde ela vive não há ninguém pra te amar!”

Velho Tom Bombadil teve alegre casamento
coroado por campainhas, uma pena por ornamento;
A noiva com não-me-esqueças, brancos lírios por grinalda,
nos lábios uma cantiga, vestido verde-esmeralda.
Canta ele como um gaio, louvando a sua menina,
enquanto prende com o braço a sua cintura fina.

Brilham as luzes na casa, o leito resplandece;
até a família texugo na linda boda aparece.
Dança-se pela colina e o velho Homem-salgueiro
tamborila na janela dos que dormem no travesseiro;
na margem, por entre os juncos, Mulher-rio a suspirar
ouviu o Homem-espírito lá no seu monte a chorar.

Velho Tom Bombadil às vozes não deu ouvidos:
pés dançantes, estalidos e da noite outros ruídos;
dormiu até o Sol raiar, logo se pôs a cantar:
“Minha querida, meu amor, minha rosa de toucar!”
Sentado junto da porta, com o salgueiro brincava,
enquanto Baga d’Ouro seus cabelos penteava.

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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Qui Fev 11, 2010 3:49 pm

Bombadil vai de bote!

O ano velho já as folhas mirrava; do Ocidente o vento soprava;
uma folhinha de faia Tom apanhou que na floresta encontrou.
“Eis uma boa nova que eu não esperava!
Por que amanhã o que hoje me agradava?
Hoje mesmo aparelho o meu barco e parto à aventura,
pelo rio abaixo vou, enquanto a sorte dura!”

O passarinho no ramo pousou e diz para Tom: “Já aqui estou.
Tenho um dedinho que me adivinha onde te leva o teu barqui-nho.
Queres que lhe diga, que me vá daqui dizer-lhe onde deve es-perar por ti?”

“Nada de nomes, meu tagarela, ou sou eu quem te come e es-fola;
sempre a dizeres a quem calha o que te passa pela bola!
Se dizes ao Homem-salgueiro pra onde fui, queimo-te vivo,
bem assado num espeto, pra não falares sem motivo!”

Carriça-salgueiro bateu o rabo e pipilando partiu voando:
“Primeiro tens de me apanhar! E quanto a nomes, não vou precisar!
Vou pousar-lhe nesta orelha e o recado ele vai escutar.
E sei bem o que vou lhe dizer: ‘Lá onde sabes, ao escurecer.’
E já não tens tempo a perder! É boa altura para beber.”
O Tom riu daquela graça: “Ou vou pra lá ou não sei o que faça.
Podia ir pra outro lugar, mas é para lá que vou remar.”
Raspou os remos, remendou o barco, depois tirou-o do seu buraco.

Por entre os juncos, pelo caniçal, por sob os ramos do salguei-ral,
lá desce o rio sempre a cantar: “Pelo baixio, pelo pego fundo,
por este rio vou correr mundo!”
“Ei, Bombadil, onde queres chegar,
nesse barquito a navegar?”

“Talvez a Brandywine, que fica do rio à beira;
e em casa dos meus amigos está sempre acesa a lareira.
Fica perto de Hays-end, boa gente lá conheço;
por isso, de vez em quando, desço o rio e apareço.”

“Fala de mim aos meus primos, sem notícias não me deixes!
Diz-me onde se toma banho, onde se escondem os peixes!”
“Só faltava...”, tornou Tom. “Eu vou apenas remar,
cheirar a água do rio e não recados levar.”

“Olha, olha o peneirento; vê lá se a selha se afunda!
Eu ria se chafurdasse do rio na lama imunda.”

“Fala menos, passarinho. Poupa-me as tuas gracinhas!
Melhor que batas a asa, a comer de peixe espinhas!
Um grão senhor no teu ramo, em casa és sujo fedelho
que vives em casa porca, mesmo com o peito vermelho.
Ouvi de aves como tu que abanam o bico ao sol
pra mostrar como está o vento: é o fim da pesca ao anzol!”

Carriça fechou o bico, depois o olho piscou,
enquanto, por sob o ramo, Tom, cantando, passou.
Deixou cair uma pena, que era azul, da cor do céu;
logo Tom rojou a velha e a pôs no seu chapéu.
Ali brilhava essa pena, formosa como uma jóia.
Azul é a cor de Tom! Às outras não liga bóia...

Anéis à volta do barco, bolhinhas num corrupio:
Tom bateu o seu remo – pás! – contra a sombra do rio.
“Nossa, Tom Bombadil! Com que então, a andar de barco?
E se eu lhe desse uma volta e te pregasse no charco?”

“Queres saber, meu bicho-lontra? A cavalo em ti descia o rio!
Com os meus dedos nas costas apanhavas um calafrio.”
“Vê lá, Tom Bombadil, que eu vou dizer à família,
ao pai, à mãe, ao irmão e à irmã, só por quezília,
que com umas pernas de pau vais aí a passear,
a cavalo numa selha... que é coisa de espantar!”

“Vou-te mandar pros anjinhos e curtir a tua pele
pra fazer-te em anéis de ouro ou, pelo menos, cor de mel!
Se a tua mãe te visse fugiria, era bem certo;
deixa em paz o Bombadil, não te armes em esperto!”

“Livra!”, disse o bicho-lontra, chapinhando água do rio,
molhando o chapéu do Tom, levando o barco a um desvio.
Passou por baixo do barco, da margem pôs-se a espreitar,
enquanto o canto de Tom morria, doce, no ar.

O velho cisne da ilha por ele passou altivo,
lançando-lhe um olhar torvo, saltando um rouco grasnido.
Tom riu: “Olá, meu velho, faz-te falta a tua pena?
Pois eu bem preciso doutra, para pôr na minha melena.
Se uma palavra gentil dissesses, queria-te mais:
pescoção, garganta muda, altivo entre os animais!
Se algum dia o rei voltar, pode-te recensear,
marcando o bico amarelo para a proa te abaixar!”
o cisne bateu as asas, silvou, avançou veloz;
na sua esteira seguindo, o Tom remou após.

Lá seguiu o curso do rio, espumando e borbulhando;
o pior foi no açude, onde ia lá ficando:
bate aqui, bate acolá, rodando como um farol
conseguiu, por fim, chegar ao porto de Grinduol.

“Nossa, aqui vem o lenhador Tom, ele e maila sua barba!
Não queremos cá gente dessa, pômo-lo fora, não tarda.
Cuidado, Tom, cautela, que temos arcos e frechas;
não queremos homens dos bosques; se queres viver, não te mexas.
Passar o Brandywine pra ficar aqui, nem tentes!”
“Fora, seus barrigas d’unto, não fiquem assim contentes.”

“Tenho visto outros de susto esconderem-se a tremer.
Só porque cabra cornuda lá ao longe estão a ver;
que tremem das próprias sombras ou dos raios de luar.
Basta que eu chame os esp’ritos pra vos pôr a debandar!”

“Podes chamar quem quiseres, mas isso no teu toutiço.
Três frechas no teu chapéu! – Também não tens medo disso?
E agora aonde queres ir? Se é em cerveja que pensaste,
os barris de Breredon não têm líquido que baste.”

“Vou-me pra Brandywine por Shirebourn, se puder,
mas mui veloz pro meu barco vai este rio a correr.
Se me pudessem levar na sua chata os petizes,
desejava-lhes boas-noites e muita manhãs felizes.”

Rubro corria a Brandywine; em chamas se acendia,
para cinzento passava, quando o astro se escondia.
No cais, escadas vazias. Ninguém pra uma saudação.
Salientes estão os passeios. Diz Tom: “Que reunião!”

Tom caminhou pela estrada, enquanto o Sol se apagava.
Luzes brilhavam-lhe à frente. Ouviu uma voz que o chamava.
“Aí, ou!” Pararam os cavalinhos, tinham rodas resvalado,
Tom seguiu o seu caminho, sem sequer olhar para o lado.

“Eh, pedincha duma figa; que trabalho é que arquitetas?
O que fazes tu por aqui, chapéu crivado de setas?
Alguém te cortou as voltas, te apanhou nas roubalheiras?
Pára aí, conta-me cá, seja o que for que tu queiras!
Cerveja, ia jurar, embora um vintém não tenhas.
Vou mandar fechar as portas, antes que tu por aí venhas!”

“Pois sim, seu pata de boi! De alguém que vem atrasado
por ter andado por aí, não acho bem educado!
Velho e gordo lavrador que andar não pode por asmático
e vem num carro a cavalos, devias ser mais simpático.”

“Meu forreta duma figa, pobre não pode escolher,
senão mandava-te embora, ficavas tu a perder.
Vem, Maggot, vem-me salvar! Vem pagar uma cerveja!
Mesmo aqui, ao lusco-fusco, não é amigo quem me não veja!”

Rindo se foram dali, na taberna sem parar,
embora estivesse aberta e a cervejinha a cheirar.
Voltaram pra rua de Maggot a tropeçar e a cantar,
Tom na sua carroça, a dançar e a saltar.
Brilhavam no céu estrelas, os quartos de Maggot iluminados,
e ardia o lume na lareira, para acolher os atrasados.

Os filhos de Maggot cumprimentaram, as filhas fizeram as sua vênias,
e a mulher trouxe jarros de cerveja, que as pessoas não eram abstêmias.
Assim, passaram a noite, a dançar e a comer, a palrar e a folgar.
E o nosso velho Maggot, com toda a sua barriga, não parou de cabriolar;
Tom tocava uma gaita, no tempo em que não bebia;
os filhos faziam roda, a boa esposa só ria.

Quando outros foram dormir, sobre o feno ou doutra maneira,
com as cabeças todas juntas, junto ao canto da lareira,
o velho Tom e pata-de-boi contaram-se as novidades:
dos montes e das charnecas, de passeios e cavalgadas;
de espigas de trigo e grão de cevada, de sementeiras e terreno ceifada;
de conversas no ferreiro, no moinho e no mercado;
de murmúrios nas ramagens, de vento sul no prado.

Velho Maggot por fim dormiu, numa cadeira junto do lume.
Antes da aurora Tom partiu: como num sonho que só se pre-sume
alguns alegres, tristes os outros e ainda alguns de sentido ocul-to.
Ninguém ouviu abrir a porta; caiu de manhã chuva de vulto
que apagou suas pegadas; e foi assim que não deixou traços,
que ninguém ouviu suas cantigas nem os seus pesados passos.

Três dias o barco ficou no rio,
e depois ao quarto já ninguém o viu.
Foram as lontras, ao que disseram, que vieram de noite e o sol-taram
que o levaram para a barragem e rio acima o empurraram.

Da sua ilha, o velho cisne veio vogando,
com o seu bico pegou na amarra e foi puxando,
com muito orgulho; lontras, ao lado, a acompanhá-lo,
por entre as raízes do Homem-salgueiro para guiá-lo;
na popa, pescador do rei empoleirado e a carriça a cantar do outro lado.

E assim alegremente, o barco pro seu cais era levado.
Assim chegou à enseada e bicho-lontra disse: “Ai, manas!
Que é um pateta sem pernas ou um peixe sem barbatanas?”
Oh, rio das mil loucuras! Deixaram pra trás os remos!
Tem o Tom de ir buscá-los, mas até lá não os temos.
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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Dom Fev 14, 2010 7:02 pm

Vida Errante

Era alegre mensageiro,
passageiro, marinheiro:
fez uma barca dourada
para nela navegar;
e nela tinha guardada
uma carga de laranjas
e papa d’aveia para manjar.
Perfumou-a com alfazema,
cardamomo e badiana.

Chamou os ventos dos navios
bem carregados para levá-lo
sobre dezessete rios
que se interpunham para atardá-lo.
Desembarcou na solidão
onde, por sobre os duros seixos,
as águas verdes do rio vão,
vão para sempre, alegremente.
Depois viajou pelo verde prado
pra terra das sombras, arrepiados;
pelo monte abaixo, pelo monte acima,
na senda rude da triste sina.

Sentou-se e cantou uma melodia,
embora a viagem atrasasse;
pediu a uma linda borboleta
que com ele se casasse.
Ela troçou e escarneceu
sem que dele se apiedasse.

Ele pôs-se a estudar feitiçaria
e tecelagem e serralheria.
Teceu um tecido leve como o ar
para com ele a apanhar;
e logo a seguir construiu asinha,
uma asa com um pêlo de andorinha.
Desnorteou-a com fina manha,
com um filamento de teia de aranha;
fez para ela doce morada
toda de lírios; e fez o leito nupcial
com a seda do cardo que nasce no vale.
Com teias de seda que ali encontrou
e raios de luz a ataviou.

De lindas gemas fez colares
mas ela destroçou-os sob seus olhares
e em tom azedo questionou,
enquanto ele, triste, se afastou.
Ali ficou ela a desfalecer,
enquanto ele fugia todo a tremer;
com o vento que soprava,
na asa de andorinha se afastava.

Passou por cima dos arquipélagos
onde cresce o malmequer louro;
onde há mil fontes de prata
e as montanhas são de ouro.
Pintando a manta para além do mar,
meteu-se na guerra e na pirataria
e a vaguear por Belmarie
e Phelamie e Fantasia.

Fez escudo e capacete
de coral e de marfim
e uma espada de esmeralda
pra lutar até o fim
com cavaleiros e querubins
e com paladinos loiros
que vindos de lá do rio
para ele cavalgavam em desafio.

De cristal a sua cota
de ágata a sua bainha;
de ébano com ponta de prata
era a espada que tinha.
Seus dardos de malaquite
e ele, lesto, brandia-os:
estava com os dragões-moscas
do Paraíso e vencia-os.

Combateu contra o besouro,
contra zangões e abelhas
e ganhou o favo de mel;
correndo por sobre o mar
com uma flor por dossel,
num barco de folha dura,
feliz cantou ao luar
e poliu sua armadura.

Por um pouco se atardou
numas ilhas solitárias,
nada por lá encontrou que não fossem ervas várias;
resolveu, pois, regressar
e ao fazê-lo, com o seu faro,
veio-lhe enfim à memória
sua mensagem e recado!
Em valentia e fascínio
já os havia olvidado,
cansado de correr mundo,
este excelso vagabundo.
Ia , pois, partir ligeiro
(aparelhando primeiro)
este eterno mensageiro,
passageiro, cavaleiro
errante como uma pena,
vagabundo marinheiro.
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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Dom Fev 14, 2010 7:03 pm

A Princesa Mi

Princesinha Mi, a bela,
lá formosa era ela...
como se diz em contos de fadas,
tinha pérolas nos cabelos,
na sua fronte dourada.
De gaze com fios d’ouro
era o lenço que ela usava,
e um trancelim de prata
a garganta lhe apertava;
de teia de traça leve
e tingida de luar
era o casaco que usava.
De orvalho de diamantes
o cinto que a apertava.

Se passeava de dia,
manto cinzento vestia
e capuz azul escuro;
mas se de noite saía
toda brilhante luzia
sob um céu cheio de estrelas.
Com sandálias de cristal
com as quais se dirigia
pra sua pista de dança,
um charco de linfa fria
que nenhum vento bulia.
Mas onde os seus pés tocavam
era uma chuva de estrelas
que da pista se elevavam
e apetecia bebê-las.

Levantou os olhos
para o céu sem fundo
e logo os baixou para as sombras do mundo,
os olhos baixou e viu a seu lado
uma princesa Xi
tão bela quanto Mi:
dançavam lado a lado!

Era tão leve como Mi
e, como ela, a mais bela do mundo...
Mas estava (nem parece deste mundo...)
pendurada de cabeça
sobre um poço sem fundo!
Coisa bela entre as mais belas:
estar de cabeça para baixo.

Sobre um mar cheio de estrelas!
Só os pés
poderiam tocar-se;
pois como encontrar a terra
– fosse vale ou fosse serra –
para não estarem em pé,
mas penduradas do céu,
com o chão por solidéu?
Como? Ninguém o sabia,
nem poderia aprendê-lo,
dos elfos na sabedoria.

Por isso, sempre sozinha,
dançando como antes,
luzindo como brilhantes
com sandálias de cristal,
e pérolas nos cabelos
seguia Mi.
Com pérolas nos cabelos,
com sandálias de cristal,
luzindo como brilhantes,
seguia Xi.
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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Dom Fev 14, 2010 7:05 pm

O Homem da Lua deitou-se muito tarde


Há uma estalagem, velha e boa estalagem
no sopé da colina;
e fazem lá uma cerveja tão fina,
que até o Homem da Lua veio cá abaixo
uma noite... e foi o diacho!

O moço de estrebaria tem um gato tonto
que toca rabeca para seu recreio;
e passa-lhe o arco pra cima e pra baixo
ora chiando alto, ora miando baixo,
ora arranhando no meio.

O hospedeiro tem um canito
que muito aprecia a boa chalaça;
quando os hóspedes contam umas piadas,
ele arrebita a orelha a cada graça
e ri às gargalhadas.
Tem também uma vaca chifruda
altiva como rainha;
mas a música dá-lhe volta à pinha
e fá-la sacudir a cauda peluda
e dançar na relva verdinha.

E, oh!, uma fila de pratos de prata
e um ror de colheres iguais!
Pro domingo há um par especial,
areado sábado à tarde,
por tal sinal.

O Homem da Lua bebia-lhe a valer
e o gato começou a gemer;
na mesa dança um prato com uma colher.
A vaca esperneava à doida no prado
e o canito corria atrás do próprio rabo.

O Homem da Lua bebeu outra caneca
e caiu ao chão pra uma soneca,
enquanto dormia sonhou com cerveja.
No céu as estrelas empalidecem
e a madrugada já há quem n’a veja.

E diz o moço pro gato tonto:
“Os cavalos da Lua já eu os conto.
Relincham e mordem os freios de prata.
Mas o dono afogou o juízo que tem
e o sol nascente já aí vem!”

Então o gato no seu violino tocou o seu chi-ri-bi-ri-bi,
uma cegarrega de acordar os mortos:
guinchou, arranhou, sanfonou para ali
e o patrão sacudiu o Homem da Lua:
“Vão sendo horas de te pôres na rua!”
Rebolam o Homem pelo monte acima,
atiram-no à Lua lá da colina!
Vão os cavalos sempre a correr.
Esperneia a vaca como um veado,
acorre um prato com uma colher.

Apressa o ritmo o violino,
começa a rosnar um cão.
Vaca e cavalo fazem o pino.
Saltam os hóspedes todos da cama,
e vêm dançar pro chão.
Com um vim e com um vum estoiram as cordas da rabeca;
saltou a vaca por cima da Lua
e o canito, a rir-se, diz: “Coa breca!”
Vem de sábado o prato numa corrida
e a colher de prata: “Sou toda tua!”

A Lua redonda escondeu-se no monte
ao surgir o Sol no horizonte.
Mal acreditava no que os olhos viam:
pois embora dia, e dia da semana,
todos aqueles voltaram pra cama!
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MensagemAssunto: Re: Floresta Velha   Sab Fev 27, 2010 1:16 pm

O Gigante de Pedra
Estava o gigante sentado, lá no seu banco de pedra,
a resmungar e a mascar um osso velho;
por muitos e muitos anos sempre mascara no mesmo
pois que a carne não vinha a esmo.
Não vem mesmo! Não vem mesmo!
Numa caverna dos montes, ele vivia sozinho,
e carne não tinha o coitadinho.

E então chegou o Tom com as suas botifarras,
e disse para o gigante: “Que osso róis tu assim?
Pois me parece a canela do meu tio Joaquim
que devia estar lá no cemitério.
Cemitério! Ermitério!
Pois que há já muitos anos que o Quim se foi
e eu julgava-o deitado no cemitério.”
“Meu rapaz”, disse o gigante, “este osso eu o roubei.
Mas que valem os ossos que num buraco achei?
O teu tio estava morto como bala de chumbo
quando achasse a canela já não era deste mundo.
Deste mundo! Furibundo!
E bem pode repartir com um gigante sem ela,
pois quem não precisa da sua canela?”

Disse Tom: “Não sei como tu e teus iguais
se apoderam assim sem menos nem mais
da tíbia ou canela do irmão dos meus pais;
dá o osso, por favor!
Achador! Salteador!
Por morto que ele esteja, é dele o osso;
dá-o pois pra cá a este moço!”

“Por dá cá aquela palha”, diz o gigante, e ri-se,
“também te como a ti e trinco-te as canelas.
Não tarda já que te meta os meus dentes
e vá carne fresca pras minhas goelas.
Goelas! Ai, que belas!
Estou farto de ossos e pelancas de velho
é jantar-te a ti que me aconselho.”

Mas quando julgava ter a presa apanhada,
viu que as suas mãos não apanhavam nada
e sem lhe dar tempo de raciocinar
Tom deu-lhe um chuto para o ensinar.
Sancionar! Castigar!
Pois um golpe de botas no assento
seria a maneira de ele ter tento.

Mas mais duros que pedras são a carne e o osso
daquele gigante, daquele colosso.
É como dar chute no moliço,
que o assento dum gigante nem dá pra isso.
Repete lá isso! Repete lá isso!
O velho monstro riu de Tom a gemer;
sabia que o pé lhe estava a doer.

A perna de Tom já pra pouco prestava,
está muito trôpego o seu pé descalço.
Porém, o gigante a isso não ligava,
agarrado ao osso que roubou ao dono.
Mono? Ramono?
E o lugar do gigante é sempre o mesmo
assim como o do osso que roubou ao dono!
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